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CADFREELA #: Vale a pena ser PJ?


Essa é a nova modinha do momento no mundo empresarial.

Ser PJ, pessoa jurídica, empreendedor.

Bem no ramo da construção civil o empreendedorismo já faz parte do DNA de muitos trabalhadores deste ramo antes mesmo de ser modinha.

Mas de onde veio essa modinha?

A partir de 2008 foram criadas novas modalidades de formalização de empresas, que se resumem a o termo EMPREENDEDOR INDIVIDUAL, ou seja, sem sócio como era antigamente necessário. Antes disso tínhamos a figura do autônomo.

Aparentemente é a mesma coisa, afinal o trabalho realizado continuará sendo feito da mesma maneira. Mas a principal diferença é que o Autônomo é um pessoa física, que presta um serviço, e o Empreendedor Individual é uma pessoa jurídica que presta serviços.

O pulo do gato é que foi criado mecanismo para simplificar o processo de abertura de empresas, chamado de SIMPLES NACIONAL, para um limite de faturamento anual.

Como algumas categorias profissionais tem algumas especificidades trabalhistas, então forão criadas algumas modalidades de empreendedor individual.

Formato Jurídico
MEI, EIRELI, EI


MEI - MICRO EMPREENDEDOR INDIVIDUAL

- Lei Complementar 123/2006.
- A receita bruta anual deve ser de até R$ 60.000,00 ou R$ 5.000,00 por mês(ano 2017);
- Não pode ter participação em outros empreendimentos, nem como sócio.
- Pode ter até um funcionário CLT, recebendo 1 salário mínimo ou piso, e 
arcar com mais 3% do valor da Previdência e 8% de FGTS, 

- Pagar carnê DAS (Documento de Arrecadação Simplificada do MEI) mensalmente, estando assegurados em: auxílio doença, maternidade e aposentadoria;
- É possível emitir a Nota Fiscal.
- Não precisa de contador
- Pode inserir mais e 1 atividade num único CNPJ, dentro da categoria MEI.
EIRELLI - EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

- Lei 12.441 de 2011,
- É preciso elaborar um documento de abertura que deve ser enviado para a Junta Comercial do Estado em questão ou ao cartório da comarca do local onde será realizada a empresa.
- possuir um capital social de ao menos 100 salários mínimos de acordo com o valor do ano vigente da abertura, estabelece que apenas o patrimônio social da empresa esteja comprometido em casos de dívidas do negócio, protegendo assim os bens pessoais.
- separar os bens privado e empresarial do empreendedor,
- o empresário não possui um teto máximo para o seu faturamento.
- pode escolher modelo de tributação que mais se adéque ao tamanho e tipo da sua empresa, como, por exemplo, o Simples Nacional;
- A EIRELI permite a atuação em vários setores da economia, como atividades rurais, comerciais, serviços e industriais.
- caso o empresário queira abrir um segundo negócio, seja ligado ou não ao primeiro, ele precisa escolher, necessariamente, outro tipo de formato de empresa, como a Sociedade Limitada, empresas S/A ou Microempreendedor Individual.
- Responder com limitações aos seus débitos jurídicos. Portanto, a responsabilidade do titular da EIRELI é limitada.

- Precisa de Contador


EI - EMPRESÁRIO INDIVIDUAL

- uma pessoa física que exerce atividade empresarial e possui a obrigação de registrar-se da junta comercial.
- o faturamento anual de R$ 360 mil, o número específico de obrigações acessórias e restrição de atividades.
- O titular da empresa responde pelos seus débitos. E seus patrimônios pessoais e jurídicos se misturam. Ou seja, sua responsabilidade é ilimitada e ele responde pelo risco integral do negócio. 

- Poderá também ser um ME ou EPP para obter o Simples Nacional.
- Muitos acham que é o mesmo que MEI, mas não é. Eles se diferenciam principalmente com relação à restrição de atividades, ao faturamento anual e ao número de obrigações acessórias. O Empresário Individual também é um profissional que trabalha por conta própria, mas seu faturamento anual máximo pode chegar até a R$ 360 mil, sendo considerado ME (Micro Empresa), ou até 4,8 milhões, sendo EPP (Empresa de Pequeno Porte).

Regime Tributário
Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real


SIMPLES NACIONAL

Os empresários costumam procurar o Simples Nacional em primeiro lugar, pois ele oferece:
- Alíquotas menores que os outros;
- Administração tributária mais simplificada, com a facilidade da arrecadação ser feita por meio do pagamento de uma única guia.

LUCRO PRESUMIDO

Este regime tributário é bastante utilizado por prestadores de serviços, como: Médicos; Dentistas; Economistas, entre outros.

Para as empresas com o lucro superior a 32% do faturamento bruto, podem ter grandes vantagens nessa modalidade.

A base de cálculo para recolhimento de impostos varia de acordo com a atividade de cada empresa.

Cálculos a serem realizados: IR; Contribuição social e os impostos PIS; Cofins e ISS sobre a receita; ICMS e IPI.

Lucro Presumido: No Lucro Presumido, assim como no anterior, qualquer empresa pode se cadastrar. Contudo, o seu faturamento anual neste regime tributário não pode ser superior a R$ 78 milhões. Neste caso, o Imposto de Renda e a CSLL incidem sobre uma alíquota definida pela Receita Federal.


LUCRO REAL
Já este tipo de regime as empresas de maior porte costumam escolher esta modalidade de regime, sendo pouco utilizado pelas PMEs.

No regime Lucro Real, a empresa paga o IR e a contribuição social sobre a diferença positiva entre receita da venda e os gastos operacionais em determinado período;

Este regime costuma interessar as empresas somente quando existe a combinação de um grande volume de faturamento com negócios que possuem margens de contribuição apertadas.

Lucro Real: Este regime é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões e empresas com atividades voltadas para o setor financeiro. Neste caso, as alíquotas são calculadas com base no lucro real, ou seja, receita menos despesas. Por este motivo, é preciso que a empresa seja muito organizada com suas contas.

fontes:
https://blog.egestor.com.br/
http://www.sebrae.com.br/

CADISTAS PESSOA JURÍDICA

PEJOTIZAÇÃO" - Vínculo de Emprego - Stähelin e Sasse Advogados ...

A modalidade PJ, está cada vez mais em voga, pois estabelece uma formalização do trabalho, inclusive para as empresas que contratam conseguem incluir esse na contabilidade, sendo somente freelancer sem um emissão de nota, muitas vezes o valor pago não aparece como um custo da empresa, mas algo debitado do lucro. Com as relações trabalhistas cada vez mais organizadas e fiscalizadas pelo sistema eletrônico, organizar essas finanças fica cada vez mais necessário.

Considerando o Cadista uma função técnica e intelectual, não foi possível até hoje incluí-la no perfil MEI, mesmo que algumas empresas utilize outras funções similares para contratarem, não é legalmente aceito, mas na prática existe, e vale entender que tipo de rumo cada um vai tomar para encontrar algum tipo de legalização.

De modo geral os cadistas se encontram num limbo profissional quando se trata de PJ, pois existe questões complexas para criar uma empresa 100¢ legalizada, e chega ser assustador e abusivo, alguém conseguir se encaixar no perfil correto que existe no momento, então vale saber que é um caminho perigoso a se trilhar, ela pejotização.

Nem considero aqui a confusão entre trabalhador PJ e CLT, que muitos empresas empregam para contratar funcionários, pois essa prática é generalizada e totalmente deturpada em todas as instâncias. Mas o caso especifico do desenhista cadista.

Pelo registro a categoria de trabalho se denomina:

CNAE 7119703: SERVIÇOS DE DESENHO TÉCNICO RELACIONADOS À ARQUITETURA E ENGENHARIA

Com essa descrição declaramos o conflito da profissão.

1- Atividade técnica e regulamentada: para ser um desenhista, normalmente se exige um diploma ou a inscrição num órgão de classe

Nesse caso a descrição da atividade exige que a pessoa se inscreva também no conselho de classe como PJ, ou seja, um único profissional PJ, terá que pagar 2 conselhos, e no caso como engenharia e arquitetura são 2 órgãos distintos, a pessoas precisa pagar 4 vezes o conselho.
Paralelamente a isso para abria a empresa na junta comercial se inscrever no órgão de classe não é um impeditivo de abrir a empresa, então a recomendação é fazer "boca de siri", ou seja, torcer para não haver fiscalização, caso não tenha condições de arcar com tantas despesas iniciais, ainda mais que um contatante não vai querer pagar o valor devido para bancar tantas taxas, sendo assim, o custo de um cadista sería altíssimo, talvez mais do que um registro CLT.

2- Atividade Intelectual ou profissional liberal: esses tipos de atividades não podem ser classificadas como MEI, pois existe regras próprias e antigas, anterior a criação de atividades MEI, como hoje não existe a obrigatoriedade de sindicato ou a existência forte de algum órgão que faça lobby no meios políticos para rever as leis, esse conflito permanece inalterado.

Sendo assim um cadista terá que abrir empresa PJ em outra categoria de empreendedor individual, que exige, a contratação de contador, pagamento de impostos sobre a nota e outros custos de empresa aberta, que o contador dentro das opções oferecerá.

VALE A PENA SER PJ?

Considerando a confusão para ser PJ, digo que não vale a pena, mas como dependemos das demandas do mercado, provavelmente é u mal necessário e srá a cada dia mais obrigatório. Mas deixo aqui as condições que será necessário incluir no seu preço, ou menos arcas juridicamente.

MEU PROCESSO

Sempre fui freelancer sem registro, nem contrato, uma total marginal do sistema. Até 2019, era assim, mais ou menos no meio de 2019, tive uma oferta de trabalho que exigia a pelotização, independente do trabalhado e do vinculo empregatício. Eles me ofereceram o valor referente ao trabalho freelancer e um acréscimo para despesas de empresa, mas não todas as despesas, como o registro no conselho e outras taxas que o contador disse que ocorreriam durante a empresa aberta. Ou seja, um parte que seria referente ao meu pró-labore teria que reservar para pagar esses custos inesperados.

FUTURO

Espero que no futuro essa situação se regularize e que todos os cadistas possam trabalhar de consciência tranquila. Mas o que o liberalismo prega é trabalho sem direitos, ou seja, a tendência no futuro não é animadora, e a concorrência será muito maior, pois todos estarão na mesma situação.


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CADFREELA #61: Censo Cadista 2019 (parte 3)


Para estar de acordo com as discussões do momento, uma das questões era a contribuição previdenciária, pois não só de saber autocad e ser empreendedor sobrevive o cadista.

14-PREVIDÊNCIA



4 avulso (41 e 60 anos)
10 empregado/funcionário público (18 a 50 anos)
5 empresário (18 a 40 anos)
8 não contribui (18 a 40 anos)





Independente da discussão da reforma da previdência do momento, essa questão, ao menos para mim, não era importante até começar a pensar até quando conseguiria me manter trabalhando, sem contar que além de me manter trabalhando quando do que ganharia deveria guardar para alguma situação de emergência e aí começar a pensar o quanto guardar para a aposentadoria. Nas respostas ninguém não tinha a opção previdência privada, mas nem na opção outros colocaram de opção extra. Não sei sobre opções privadas, ou mesmo poupança ou outros investimentos com intenções de aposentadoria, mas sei que a via de freelancer não é estável o suficiente nem mesmo para o custo de vida do tempo presente. Nessa pesquisa já temos 30% que não contribui, não dá para saber se já contribuíram alguma vez na vida ou se nem pensaram no assunto, mas considerando que o INSS está defasado, deveria haver mais incentivo para inserir essas pessoas que estão de fora. Quem é empregado e empresário, acabam tendo que contrubuir compulsoriamente cada qual dentro das suas regras, mas o interessante é que colocaram a opção MEI, que a priori não tem a categoria cadista, ou desenhista, mas há quem diga que tem opções que podem embutir os cadistas (a mais divulgada seria o Digitador).


15-SAÚDE



3 não possui (30 a 50 anos) + 15 sistema público (18 a 60 anos) = 66,66%

9 plano particular/empresarial (18 a 40 anos) = 33,33%

Semelhante a aposentadoria, o plano de saúde também é algo que está relacionado aos cuidados que os trabalhadores precisam ter além do seu trabalho. Ambos são custos que devem estar relacionados nos custos tanto de quem trabalha como empregado, como empreendedor. No caso apareceu quem não possui plano de saúde, não sei dizer se são muito saudáveis e nem usam o sistema público. E mesmo quem é empregado nem sempre tem esse auxílio custeado pela empresa. O que vale uma questão: os encargos trabalhistas fazem parte ou não do salário? De modo geral um funcionário custa a empresa cerca de 2x o seu salário (o salário + outro salário de custos e benefícios), mas nem sempre esses encargos vem com tantos benefícios, como vale transporte, vale refeição, plano e saúde, auxílio creche, férias, 13º, licenças, descanso remunerado, cafezinho, papel higiênico, etc.

16-MODO DE COBRANÇA


5 cada projeto tem uma regra

7 por metro quadrado
12 por hora técnica
2 mensal / salário
1 tamanho do arquivo









A modalidade por metro quadrado é a mais usual, pois costuma ser de fácil acesso a quem está contratando, pois assim sabe comparar preços, porém os metros quadrados de projetos não são iguais entre si, então por isso para cada projeto a pessoa estima uma valor. A estimativa é a base de precificação dos projetos independente do tipo de método que utilize, tipo para um projeto básico talvez cobre um metro quadrado ou uma hora técnica diferente do que cobraria para um projeto executivo. Há os gurus do marketing que ditam algumas regras para como cobrar, mas não é algo de se precificar, e meio que cada um irá encontrar seu modelo ideal (Quanto cobrar conta simples), pois para chegar ao valor perfeito vale considerar questões pessoais também.



17-VALOR POR HORA EQUIVALENTE


5 não sabe precisar o valor por hora

5 até 20 reais por hora
12 entre 20 e 40 reais por hora
1 entre 40 e 60 reais por hora
3 entre 80 e 100 reais por hora
1 acima de 100 reais por hora



Considerando a questão anterior, alguns por conta de não ter uma lógica de trabalhar por tempo, ou mesmo nunca entendeu que mesmo que utilize outros métodos, no final trabalhamos sobre o relógio, assim também é calculado a nossa capacidade de trabalho mensal, e a nossa referência de trabalho é a CLT com cerca de 40 horas de trabalho semanal, afinal quem possui uma empresa e tem funcionários precisa entender o quanto aquele funcionário rende, que pode ser que no caso esse funcionário seja você mesmo que faz tudo ao mesmo tempo. Então em 30 dias cerca de 8 são de descanso, aí por volta de 1 terço do dia é a sua disponibilidade de trabalho, mas nesse meio tempo a pessoa precisa ir ao médico, precisa ir ao banco, resolver problemas que não está diretamente relacionado com o trabalho, como atender telefone, convencer o cliente a te contratar, ou seja, TEMPO É DINHEIRO. Mas nessa pesquisa a maioria está cobrando entre 20 e 40 reais por hora, valeria saber agora se esse valor é justo, ou seja, sem prejuízo e sem abusar do cliente.




18-CLIENTES

Autônomos = 18
Empresas = 21
Orgãos Públicos = 2
Outros Cadistas = 3
Proprietários (clientes finais) = 1

Outros ponto fundamental é onde encontrar trabalho, já foi falado nessa pesquisa sobre as várias áreas de trabalho, o modo como se trabalha, outras trabalhos paralelos ao de cadista, mas que ainda se utiliza as mesmas ferramentas de desenho. Aqui mostramos onde eles se encontram, como a maioria trabalha para outras empresas, sejam elas empresas de uma pessoa só como os autônomos, como empresas com mais funcionários, empresas de projetos não costumam se grandes, a não ser que tenham mais funções como obras. E nesse caso alguns cadistas tem vantagens, pois tem qualificação ou estrutura para desenvolver projetos diretamente ao clientes finais e leigos. Há também trabalho em órgãos públicos como concursados, para trabalho como prestação de serviço, vai depender de critérios específicos, como editais, ou contratos terceirizados. Mas é interessante como cadistas podem também ajudar outros cadistas. Aqui vira e mexe eu recebo propostas de colegas para desenvolver trabalhos, aliás nesses tempos obscuros da falta de emprego, a chances de me pedirem emprego, chega a ser maior que me pedirem serviço, e sendo assim não sou uma cadista que consegue ajudar outros cadistas, no máximo quando está fora do meu alcance repasso para outros colegas.




E AINDA FALTAM ALGUNS ITEM A SER DESCRITOS DESSA PESQUISA, MAS JÁ ESTAMOS CHEGANDO AO FIM DESSA DISCUSSÃO.

censo-cadista-2019-parte-1
censo-cadista-2019-parte-2
censo-cadista-2019-parte-3
censo-cadista-2019-parte-4



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CADFREELA #60: Censo Cadista 2019 (parte 2)

Esse Censo que não tem nada de pesquisa formal com padrões do IBGE, acabou que teve 22 itens a serem respondidos. A primeira parte era mais para identificar quem são os cadistas, e onde eles vivem.
Agora nessa 2ª parte da organização dos dados respondidos talvez chegamos na parte que explica do que eles vivem e o que eles comem.
Considerando o último item de vínculo que gerou confusão, também porque haviam algumas questões que a pessoa podia responder a mais de uma questão.

6-RENDA FAMILIAR / 7-RENDA CADISTA

1 Complemento Esporádico Familiar
4 Complemento Esporádico Próprio
1 Complemento Regular Familiar
2 Complemento Regular Próprio
1 Principal Fonte de Renda Familiar
8 Principal Fonte de Renda Própria
5 Única Fonte de Renda Familiar
4 Sustentados por outros com trabalhos esporádicos
1 Sustentados por outros com trabalhos raros







Mesmo quem em algum momento colocou desempregado, não diz agora que não trabalha, para entender o quão ser cadista traz a sensação de que a pessoa está em busca de estar na ativa não se preocupando exatamente com a denominação que isso tenha. O cadista está no rol dos empreendedores.

8-MODO DE TRABALHO



8 em empresa
1 escritório próprio
14 home ofice
3 home ofice e em empresas
1 home ofice e escritório próprio

O Cadista por ter esse perfil empreendedor, tem mais possibilidades de trabalhar em casa e a distância, considerando o item que trata do alcance de trabalho, onde se basta apenas de um computador para alcançar o mundo. Mas por conta dos modos de trabalho das empresas muitos trabalham diretamente nelas e não a distância. Mas uma das possibilidades colocada de coworking parece não ser ainda atrativo para esses profisionais.

9-PROFISSÃO CADISTA


12 SOMENTE CADISTA
1 cadista e youtuber
2 Arquitetura
1 Auxiliar de Cozinha
1 Comércio
1 Construtor
1 Engenharia
3 Estagiário (???)
3 Professor de softwares CAD
1 Serviço Público
1 Técnico Edificações

Acho que isso demonstra bem como a concorrência é bastante ampla e pode ser encontrada em qualquer lugar, e inclusive o espírito empreendedor mostra que nem só de ser cadista se vive. Até chega a ser curioso que uma pesquisa de tão poucas pessoas deu uma panorama esperado do contexto atual tendo até a profissão do momento que é ser youtube, que talvez isso deva ser até uma fonte de renda para os cadistas. Talvez eu com o meu blog possa me considerar blogueira por exemplo, mas no caso esse blog não me gera renda, se alguém tiver dicas de fazer esse blog render agradeço. Outro item é o estagiário, que vem ocupado muitas vagas no mercado no lugar dos antigos desenhistas técnicos. Como disse antes acredito que seja um panorama bastante verdadeiro e atual. É é bom saber que há a possibilidade de ser somente cadista.

10- CAPACIDADE DE TRABALHO

6 até 10 horas por semana
2 de 10 a 20 horas por semana
6 de 20 a 30 horas por semana
3 de 30 a 40 horas por semana
9 acima de 40 horas por semana
1 poucas vezes no ano



Considerando uma carga de 44 horas semanais de trabalho formal, e como alguns trabalham como complemento de renda, essa questão é mais pra mostrar que para se viver de cadista é necessário ocupar a semana trabalhado. Dos que tem o trabalho de cadista como única ou principal função (14) 8 deles tem capacidade de trabalho mais de 40 horas semanais. Aqui pode ter havido 2 tipos de interpretação, uma é a disponibilidade de horas para estar trabalhando e outra é o tempo em que se trabalha de fato, pois quem trabalha formal também precisa ficar atento a sua produtividade, afinal trabalhamos de acordo com o relógio.

11-FORMAÇÃO


11 superior completo
6 superior incompleto
7 técnico completo
2 técnico incompleto
1 pós graduação




Essa questão vai de encontro com o assunto concorrência, juntando com outras trabalhos paralelos, e talvez outros objetivos profissionais. Mas a formação prece ser algo importante para uma cadista, e diria que são os cursos de formação que são a porta de entrada para a profissionalização. O trabalho de cadista é bastante amplo e pode ter cadista especialista em um determinado tipo de desenho e em um determinado programa de computador, e os curso de formação dão essa base para se criar essas especialidades.

12-ÁREA DE ATUAÇÃO

Cenografia = 3
Comunicação Visual = 2
Construção Civil = 20
Design Interiores = 9
Games = 1
Gerenciamento de espaço = 1
Instalações = 7
Mecânica = 2
Melhoria no processo da indústria = 1
Paisagismo = 5
Produto = 2
Topografia = 4
Urbanismo = 5
* escolhas múltiplas não soma 27

Aqui vemos a amplitude das possibilidades que os softwares de desenho nos possibilita alcançar. Games é uma atuação pouco conhecida, ou pelo menos pra mim foi uma surpresa, mas acabamos de saber que a igreja Notre Dame, pode contar com os desenhos feitos para uma jogo de video game. Aqui vemos que a construção civil é a que mais utiliza, considerando que se somar construção civil com áras correlatas (design de interiores, instalações, paisagismo, topografia, urbanismo) chegasse a 50 entre 62 escolhas feitas, 80% de trabalho que se utiliza cadista.

13-SOFTWARE

3Dmax = 6
AutoCAD = 25
Civil 3D = 2
DraftSight = 1
Landscape = 1
Map 3D = 1
Plantio 3D = 1
QGis = 1
Revit = 10
Sketchup = 12
Solidworks = 4
Topsolid = 1
Vray = 1

A gama de software de desenhos vai muito além do famoso AutoCAD, e talvez vá além desses listados nessa pesquisa, mesmo ainda o AutoCAD ser bastante difundido e utilizada, dependendo do tipo de trabalho há outros programas específicos, por isso nem todos os 27 o colocaram como opção. A nova modalidade de trabalho BIM (Mas afinal o que é BIM?) que traz novo softwares paramétricos. Engraçado que dos 27 de responderam 11 deles colocaram 3 softwares e 7 colocaram apenas 2 softwares, o que nos faz pensar se há algum limite de conhecimento para softwares, ou mesmo qual a capacidade de softwares funcionando em um computador. E mesmo considerando o BIM, talvez o segundo software a ser indispensável de se conhecer seja o Sketchup.


POR HORA PARO ESSA PARTE POR AQUI, AINDA HÁ MAIS ALGUNS ITENS PARA ANALISAR.


censo-cadista-2019-parte-1

censo-cadista-2019-parte-2
censo-cadista-2019-parte-3
censo-cadista-2019-parte-4



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CADFREELA #59: Censo Cadista 2019 (parte 1)

Faz tempo que queria saber mais sobre os profissionais cadistas, pois não existe um ponto de encontro em comum.
Essa página meio foi seguindo um caminho de falar sobre o trabalho de cadista, talvez muito mais que ser um portifólio.
Esse Censo vai nesse caminho de conhecer mais sobre esse trabalho, que a gente meio já imagina como ele funciona, mas a gente sempre se surpreende.

Infelizmente para essa primeira pesquisa teste, tivemos pouca participação de pessoas que queiram contribuir com a classe, se é que ser cadista é ser parte de uma classe.

VAMOS AOS DADOS COLETADOS
Primeiramente, para deixar claro, a pesquisa foi feita pelo Google Formulários de forma anônima, talvez somente o Google tenha como saber quem foram as pessoas que responderam.


MODO DE LOGAR NA PESQUISA
1- NÚMERO DE PARTICIPANTES

27 participantes
9 Feminino
18 Masculino

Com um número reduzido, e também considerando que espalhei em alguns grupos de cadistas, não dá para ter clareza se esse dados de menos mulheres corresponde a realidade, talvez elas por acaso não busquem participar desses grupos de facebbok, por ter mais o que fazer.




2- IDADE


6 entre 18 e 25 anos (1 feminino; 5 masculino)
6 entre 26 e 29 anos (5 feminino; 1 masculino)
4 entre 30 e 35 anos (1 feminino; 3 masculino)
6 entre 36 a 40 anos (2 feminino; 4 masculino)
3 entre 41 e 50 anos (0 feminino; 3 masculino)
3 entre 51 a 60 anos (0 feminino; 2 masculino)

Não houve uma pergunta há quanto tempo que a pessoa trabalha como cadista, mas a mulheres se encontram nas faixa etárias mais novas, que vai de encontro com a entrada de mulheres mais tardia em cursos que trabalham com produção de fábricas e construção civil entre outras. E também os mais jovens que estão mais familiarizados com as tecnologias de computador. Talvez em pesquisas no futuro com novas tecnologias talvez os mais novos estarão entrando nas novas tecnologias e os mais velhos ainda serão cadistas. Talvez o cadista que é um desenhista que usa o computador, talvez deixe de existir como os desenhistas de prancheta, que talvez existam, mas devem ser raros. Assim como nas escolas ainda se ensinam em pranchetas. 

3-ESTADOS
Norte (2): 2 Amazonas
Nordeste (4): 1 Bahia
                       2 Pernambuco
                       1 Rio Grande do Norte
Centro-Oeste (3): 1 Brasília
                              1 Goiás
                              1 Mato Grosso
Sudeste (12): 5 Rio de Janeiro
                       7 São Paulo
Sul (6): 2 Paraná
              3 Rio Grande do Sul
              1 Santa Catarina


De 27 estados brasileiros, somente teve representantes de 12 estados, e as 5 regiões estão compreendidas, porém com uma quantidade muito pequena de participações e sem um controle de quantos cadistas podem ter acesso ao facebook e participação de grupos, não dá para dizer que algum estado está com o mercado saturado, ou não possuem demanda de trabalho de cadistas. Mas considerando a região sudeste ter tendência a ser o centro financeiro e de trabalho, a espectativa da pesquisa não foge muito nessa direção.

4- ALCANCE DE TRABALHO

Norte (2): 1 somente estado
                  1 toda a região Norte
Nordeste (4): 1 somente cidade
                       3 somente estado
Centro-Oeste (3): 1 somente cidade
                              1 somente estado
                              1 além do Brasil
Sudeste (12): 4 somente cidade
                       5 somente estado
                       1 toda a região Sudeste
                       1 também região Sul

                       1 além do Brasil

Sul (6): 2 somente cidade
              1 toda a região Sul
              2 também região Sudeste
              1 todo Brasil

Essa questão talvez tenha ficado um pouco confusa, mas mostra que não existe fronteiras para trabalhos de cadista, cada profissional faz a sua própria fronteira, e o resto do mundo pode er uma opção também.

5- VÍNCULOS


1 Desempregado
Freelancer (18): 7 Freelancer
                         4 Freelancer e Desempregado
                         1 Freelancer e Empresário
                         2 Freelancer e CLT
                         1 Freelancer, Desempregado e CLT
                         3 Freelancer e PJ
1 Servidor Público
5 CLT
2 PJ

A palavra freelancer é talvez seja muito vaga e deve ter confundido muitos que responderam, Mas fora os vários tipos de freelancer que apareceram, apareceu acho que todos os tipos de vínculos que existe. Deveria ter sido entendido da seguinte maneira:
Desempregado = o cadista que está em situação que não possui vínculo com nenhuma empresa inclusive não está no momento conseguindo trabalhos freelancer.
Servidor Público = o cadista que trabalha como funcionário público, pois há concurso para trabalhos de desenhista técnico.
CLT = o cadista que trabalha com registro em carteira de trabalho
PJ = o cadista que tem empresa aberta, e presta serviço, porém aqui valeria diferenciar aquele que mesmo sendo PJ trabalha somente para uma empresa, praticamente como funcionário CLT.
E o Freelancer = é o cadista que trabalha sem vínculos, nem como PJ, nem CLT, nem servidor, o famoso "bico", porém poderia poderia dividir se trabalha exclusivamente de freelancer, que seria numa visão formal um desempregado, ou faz serviços freelancer além de um trabalho vinculado, que poderia ser CLT, PJ ou servidor.
Normalmente o trabalho de cadista diz de um trabalho freelancer, até por que o termo correto para uma categoria profissional seria desenhista técnico, ou algo similar, e existe aqueles que trabalham em outras categorias profissionais que também desenvolvem desenhos em computador. Talvez por esse motivo muitos não responderam essa pesquisa, por não se considerarem cadistas, mesmo que as funções entre trabalhar utilizando softwares de desenho e cadista sejam praticamente as mesmas.
Vale ressaltar que isso tem haver com o desenvolvimento da profissão, antes as empresas contratavam desenhistas hoje se contratam estagiários de cursos que a denominação profissional são outras (Edificação, Arquitetura, Engenharia, ...).


ESSA PESQUISA TEM MUITOS ÍTENS ENTÃO VOU REPARTÍ-LOS EM ALGUMAS POSTAGENS PARA IR TRABALHANDO OS DADOS AOS POUCOS.

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