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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cadista Freelancer #19: CAD x Prancheta [VEDA #04]



Quando comecei nessa de desenho, era uma criança brincando com régua e compasso, mal conhecia os esquadros e muito menos toda a parafernalha, que hoje muita gente não chegou nem a conhecer muito menos saber o nome.

Logo quando comecei a fazer cursos na área, fui apresentada ao autocad, mas ele ainda era uma ferramenta relativamente pouco explorada, e ainda se ouvi dizer que os escritórios preferiam as pranchetas, ou ainda estavam em fase de transição da prancheta para o desenho assistido por computador. Os cursos de CAD era dominado por profissionais da área correndo atrás do prejuízo, diferente de atualmente, que está repleta de estudantes e pessoas que mal sabe direito o que é uma lapiseira.



Nesse meio do caminho, ainda havia muita relutância dos professores de projeto e desenho com a dureza e plotagem do CAD, e desde então essa discussão da importância do desenho de prancheta x CAD, vem  ultrapassando os anos, e os cursos continuam ensinando as duas ferramentas e cada vez mais o CAD vem conquistando seu espaço e disputando com a prancheta.

Já nos escritórios as pranchetas já viraram mesas de apoio a muito tempo, isso quando não deram espaço para mais um cadista. E são poucas as vezes que se vê necessário limpar a prancheta com um bigode e pregar uma folha de vegetal, talvez desenhos mais artísticos, como perspectiva ou projetos de paisagismo, ainda mantêm a prancheta em atividade, pelo menos no que diz respeito ao ramo da arquitetura.

Prancheta x CAD

Quem está ganhando a batalha?
Quem é mais importante?
Pra que ainda ensinam desenho em prancheta?

Essas questões podem ter várias respostas, eis as minha:

1- ninguém está ganhando, pois ambos tem um espaço definido e completam um ao outro, pois para ensinar sobre o que é desenho e representação gráfica na área técnica, as aulas de desenho ainda são a melhor maneira de aprender, tanto nos cursos específicos, como nas aulas de geometria do colégio, e são fundamentas para desenvolver o raciocínio e a visualização espacial para projetar; o CAD está na praticidade, agilidade e processo de produção do projeto, com ele foi eliminado diversas etapas que estavam relacionadas a produção do montante da documentação, subtraindo muito do tempo do objetivo do projeto que desenvolver o conceito, as ideias, além que ainda não alcançou esse patamar de maneira 100% satisfatória, por questões de processo de equipe de trabalho.

2- O mais importante é o produto projeto conter todas as informações necessárias, de maneira correta, e que cumpra seu papel de orientar o produto obra, um desenho mal feito ou incompleto, seja a mão ou no CAD, não está cumprindo o seu objetivo, e precisa ser refeito ou completado.

3- Nas escolas técnicas, faculdades, cursos de extensão, as duas linguagem caminham paralelamente, mas na prática elas deveriam andar juntas, pois muitos desenhos de guardanapo, podem ser a base para o desenvolvimento no CAD, ou muitos desenhos prontos de CAD, quando impressos, acabam recebendo algumas anotações de revisão, muitos software de CAD, estão conquistando novas ferramentas para se aproximar da expressividade dos desenho manuais, assim como a linguagem de desenho técnico necessita sempre seguir um padrão ou norma de representação. Uma perspectiva ou desenho paisagístico não consegue se moldar a dureza do CAD, necessitando de um toque de expressão manual, e muitos croquis de levantamento precisam da precisão do CAD, para alcançarem a proporção exata com as dimensões reais.

Moral da História

Um depende do outro, um não vive sem o outro, todo projetista, sabe que não pode ser bom em somente um dos tipos de forma de desenhar, precisa conhecer ambos, pelo menos um conhecimento básico, pois é a nossa escrita, nossa forma de comunicação, nossa gramática.



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